15 de Dezembro de 2017

Encerramento e Avaliação do P1+2

17 de Março de 2014, por ASCOM - Agrocoop
Encerramento e Avaliação do P1+2

Ocorreu na última sexta (14/03), no auditório do Centro Territorial de Educação Profissional de Irecê – CETEP – o Encontro Comunitário de Avaliação e Encerramento do Programa Uma Terra e Duas Águas, P1+2, patrocinado pela Petrobras e executado em três municípios do Território de Irecê pela AGROCOOP.

O encontro pretendia avaliar as atividades desenvolvidas pela AGROCOOP nos municípios de Jussara, Iraquara e Mulungu do Morro, bem como o grau de alcance das metas imateriais durante a execução do P1+2 nas comunidades dos respectivos municípios e o nível de satisfação de seus contemplados.

Durante o evento, 54 agricultores e agricultoras familiares participaram de atividades inclusivas de conhecimento e discussão como a dinâmica “Linha do Tempo” que construiu, através da visão e experiência dos participantes, a evolução de 4 pilares: Acesso a Água, Políticas Públicas, Educação e Qualidade de Vida.“A Linha do Tempo é uma oportunidade para que compreendamos quais foram os fatos e processos que nos conduziram durante a história até esse momento, o intuito é que entendamos de onde os projetos de convivência com o Semiárido surgiram e quais são seus reais objetivos”, ponderou o Comunicador Popular, Higor Soares, que mediou a atividade.

Estiveram presente, também, o presidente da AGROCOOP o Sr. Luiz Carlos Viana de Souza, que reafirmou o compromisso da instituição em fortalecer a produção em bases sustentáveis para a agricultura familiar, segundo Luiz Carlos “O P1+2 vai além da simples implementação de uma cisterna, o programa auxilia a compensar a balança social tão desequilibrada em nossa região”, e o Sr. Mário Augusto “Jacó”, Coordenado do Território de Irecê e Coordenador Executivo do Centro de Acessória do Assuruá, para quem “Muito mais que construir tecnologias sociais, o projeto se destina a dar direito a cidadania. Não podemos acreditar que a natureza seja a única responsável pela escassez, o direito a água é inalienável, mas a industria da seca ainda existe e os poucos que se beneficiam dela tem interesse que os métodos antigos sejam mantidos, e nós vamos permitir?”, questionou o icônico Jacó.

Coube ao Coordenado do P1+2 e organizador do evento, Erasmo Sodré, falar sobre o Programa, esclarecendo suas etapas e métodos como os critérios de seleção e os procedimentos de escolha da tecnologia adequada que leva em conta as características do solo, a formação rochosa, a localização da implementação, a lógica de produção e as formas de manejo. Utilizando-se de recurso visual, o coordenador exemplificou suas falas das diversas etapas e atividades do projeto com fotos do arquivo da instituição, momento esse, em que os agricultores e agricultoras se reconheceram nas imagens.

Ainda como parte da metodologia de conhecimento e avaliação os agricultores e agricultoras foram divididos em grupos para dialogarem entre si a cerca das tecnologias e atividades desenvolvidas pelo P1+2 em suas comunidades. No final da atividade essas opiniões e impressões compuseram um mural onde foram dividias em 3 categorias:

1 - Reutilizar: Tudo que foi positivo e deve ser mantido em uma possível continuidade do Programa;

2 – Lixo: O que não funcionou ou de alguma forma foi considerado ineficiente, e;

3 – Reciclar: Sugestões de como corrigir ou melhorar o que foi citado em “Lixo”.

Para os avaliadores alguns dos pontos fortes do P1+2 são as capacitações oferecidas nos cursos de Gestão de Água para Produção de Alimentos (GAPA) e de Sistema Simplificado e Manejo de Água (SSMA), os Intercâmbios e a presença constante dos técnicos nas comunidades. Como negativa apenas uma questão foi levantada, ela se refere a areia que foi entregue em algumas comunidades no inicio do programa por ter uma qualidade inferior a que se costuma utilizar, mas logo foi substituída mantendo o alto nível das construções anteriores. As sugestões indicaram para um avanço no desenvolvimento do projeto com solicitações de matrizes de criação e sementes diversificadas inclusas nos kits produtivos.

Conforme dados da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), através do Programa Uma Terra e Duas Águas, mais de 28 mil famílias, ou 143.275 pessoas, estão tendo acesso à água para produção de alimentos e dessedentação animal no Semiárido. “Nós somos parte desses números de sucesso, no total foram 286 famílias beneficiadas pelo P1+2 através da AGROCOOP, são 143 Cisternas de Calçadão, 92 Cisternas de Enxurrada e 51 Barreiros Trincheira construídos a partir de maio de 2013”, revela Erasmo Sodré.

Em sua avaliação a agricultora Maria das Graças considerou o P1+2 um avanço para sua comunidade e uma melhoria significativa na qualidade de vida de sua família, “antes, meu marido tinha que ir buscar água de carroça, numa distancia de 4 km pra os animais ter o que beber, hoje graças ao trabalho de vocês vamos ter água pra isso e muito mais pelo ano todo!”, considerou a agricultora.

Foto / imagem: Higor Soares
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