15 de Dezembro de 2017

A cooperada Paula Silva e o Pronaf

11 de Junho de 2014, por ASCOM - Agrocoop
Com recursos do Pronaf, família estrutura propriedade
A cooperada Paula Silva e o Pronaf

Com o desejo de melhor estruturar a produção orgânica e agroecológica de hortaliças e verduras e, ainda, a criação de carneiros, a família da produtora Paula Silva Ferreira, de 31 anos, acessou em 2013 a linha de crédito emergencial do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), pela primeira vez.

O recurso, de aproximadamente R$ 9 mil, foi usado para comprar e instalar uma bomba de sucção mais potente para o poço artesiano que abastece a propriedade que está localizada na comunidade de Lagoa Funda, em Barro Alto, a menos de 520 quilômetros de Salvador.

Além de aprimorar a irrigação, o valor financiado possibilitou à família investir no cultivo de um hectare de mamona, escolhido estrategicamente. “Plantamos mamona porque podemos vender o caroço por um preço bom e ainda ficar com a palha da planta para fazer a adubação do nosso cultivo”, conta.

“Minha propriedade é de 3,9 hectares. A partir da irrigação, conseguimos cultivar nesse espaço e em mais 2,5 hectares, que é a terra do meu pai e fica do lado da minha. Com isso, tivemos um aumento significativo na produção e nas vendas. Em 2013, chegamos a gerar R$ 3,4 mil por mês. Este ano, acredito que vamos atingir aproximadamente R$ 5 mil mensais”, explica Paula, que hoje está à frente da produção da família, juntamente com o irmão de 24 anos.

Com o aumento das comercializações, a produtora sentiu a necessidade de investir também no transporte dos produtos. “O resultado da primeira organização veio rápido, por isso acessamos o Pronaf novamente para adquirir um carro. O que tínhamos era antigo e sempre quebrava no meio das entregas”, complementa. No novo financiamento, Paula trocou a pick-up de 25 anos da família por uma nova.

Atualmente, eles comercializam 60 tipos de produtos diferentes. As vendas têm como destino o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e as feiras da região. “Acredito que é possível produzir e viver com qualidade no meio rural. Uma agricultora familiar do meu porte, com a quantidade de terra que eu tenho, produzindo orgânico e com um carro desses na mão, significa dizer que a agricultura familiar dá certo. Antes para a gente, só quem tinha direito a um bom carro eram os grandes produtores. Vale a pena apostar em quem realmente produz para o povo se alimentar”, conclui Paula.

Fonte: MDA
Foto / imagem: Arquivo AGROCOOP
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