17 de Dezembro de 2017

Ato público irá reunir 30 mil agricultores/as

20 de Outubro de 2014, por ASCOM - Agrocoop
Em defesa da proposta de convivência com o Semiárido, mineiros e nordestinos vão às ruas apoiar a reeleição de Dilma Rousseff
Ato público irá reunir 30 mil agricultores/as

Agricultores e agricultoras familiares de todo o Semiárido se organizam para ir às ruas e anunciar em alto e bom som porque apoiam a reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Na terça-feira que vem (21), última antes do 2º turno, cerca de 30 mil homens e mulheres que vivem e produzem desafiando os ciclos de estiagem se encontrarão em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) para defender o projeto de convivência com o Semiárido, encampado pelos movimentos sociais e articulações da sociedade civil, como a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA). Neste ato público está prevista a presença de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Neste momento, vamos dizer para o Brasil o quanto a vida dos povos mudou como reflexo de muita luta social, de muita resistência das comunidades, e por estarem vivenciando as políticas públicas de convivência em diversos campos, como da democratização do acesso à água, possibilidades de mais créditos que fortalecem a agricultura familiar e camponesa, programas de aquisição de alimentos, o fortalecimento das sementes, entre outros”, anuncia Valquíria Lima, da Coordenação Executiva da ASA pelo estado de Minas Gerais.

Para o presidente da Federação dos Trabalhadores da Agricultura no estado de Pernambuco (Fetape), Doriel Barros, esse ato “é para evitar a volta de um passado que oprimia os trabalhadores rurais e não dava oportunidades reais de assegurar a cidadania e a dignidade para as famílias agricultoras. Reconhecemos que o projeto político da presidenta Dilma é o que melhor nos representa.”

Valquíria destaca também que o ato será um momento importante para que os povos do Semiárido afirmem a necessidade de avanços concretos em vários outros campos como “o debate da reforma agrária, a democratização dos meios de comunicação, a demarcação das terras indígenas e quilombolas, existe um processo crescente que tem expulsado as famílias do Semiárido de suas terras a partir de projetos de mineração, da monocultura de eucalipto, das grandes áreas de expansão de soja no Cerrado, e as grandes obras de transposição de rios, como ainda um reflexo da velha política de democratizar a água. Nós ainda precisamos avançar muito mais”, assegura Valquíria acrescentando que está sendo preparado um documento com os compromissos que os povos do Semiárido querem que a próxima gestão de Dilma assuma com seriedade.

Preparativos – Desde a semana passada, os coletivos estaduais da ASA se organizam para levar milhares de pessoas para o ato. Do Ceará, o Fórum Cearense pela Vida no Semiárido (FCVSA), que representa a articulação no estado, está mobilizando pessoas de mais de 100 dos 180 municípios cearenses. Serão entre 16 e 18 ônibus que vão conduzir cerca de 800 trabalhadores e trabalhadoras rurais, além de técnicos que trabalham em organizações da ASA. “Vamos levar também faixas e uma boneca gigante vestida de vermelho e com a hashtag #PeloSemiáridoDilma13”, conta Rosa Nascimento, assessora pedagógica do Fórum Cearense.

Da Bahia, um dos estados anfitriões, até o final da manhã desta quarta (15) foram contabilizados 91 ônibus que partirão das regiões mais distantes do local do ato. “A nossa estratégia é concentrar a mobilização na região próxima a Juazeiro. De lá, devem ir mais de quatro mil pessoas”, informa Rubinha, assessora técnica da ASA Bahia.

De Minas, estado mais distante, está prevista a saída de 100 pessoas. “Nós preferimos doar recursos para a Bahia levar mais gente”, conta Valquíria. Já a ASA Paraíba, que esteve reunida durante todo o dia de hoje, tem a expectativa de mobilizar 22 ônibus para levar mais de mil pessoas, a maior parte proveniente da parte do estado mais perto da divisa com Pernambuco e Ceará, que é a região do Alto Sertão Paraibano. De Pernambuco, mobilizadas pela ASA estadual, devem participar cerca de cinco mil pessoas. Outras cinco mil vão por conta da Fetape, de acordo com Doriel Barros.

Nas redes sociais – Desde o dia de publicação da carta da ASA “Pelas vidas e dignidade no Semiárido, apoiamos Dilma!”, a página da ASA no Facebook vive momento de muita movimentação, com as curtidas e os compartilhamentos dos conteúdos publicados. O álbum com as fotos dos membros da Coordenação Executiva segurando um cartaz com a hashtag #PeloSemiaridoDilma13 alcançou um dos maiores índices de visualizações já atingidos: 9.400. Há uma mobilização em curso, principalmente pelo Facebook, conectando pessoas de organizações ligadas à ASA ou não decretando publicamente seu apoio à reeleição de Dilma em prol do avanço do projeto de convivência com o Semiárido.

Organização – Esse ato é resultado da união de forças da sociedade civil organizada que milita no campo da agricultura familiar e camponesa no Semiárido. Além da ASA, a mobilização está sendo organizada pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos pelas Barragens (MAB), Movimento Sindical, Articulação Semiárido Vivo, Levante Popular da Juventude, Consulta Popular, entre outros.


Fonte: ASA Brasil
Foto / imagem: Arquivo ASAcom
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